Retossigmoidoscopia flexível
Exame realizado com vídeo endoscópio com sistema computadorizado de captura de imagens que são impressas diretamente no laudo.
Indicações:
Exame clínico para diagnóstico do reto.
Preparo prévio:
É feita aplicação de um frasco de fleet-enema duas horas antes do exame.
Como é feito:
O aparelho é introduzido no ânus, alcançando +/- 20cm, para visualização de alterações existentes.
Após o exame o paciente é liberado.
Procedimentos complementares associados ao exame:
Biópsia
Realizada quando é necessário o esclarecimento complementar de uma lesão encontrada durante a inspeção endoscópica.
Cromoscopia
Técnica endoscópica que consiste na utilização de corantes que colocam em evidência alterações que, comumente, passariam despercebidas ao exame convencional.
A coloração pode trazer esclarecimentos de três ordens:
1) Acentuar a visão dos relevos.
2) Informar sobre a estrutura histológica ou histoquímica do epitélio de revestimento e de soluções de continuidade que o interromperam.
3) Fornecer indicações sobre as funções do epitélio.
Hemostasia com injeção esclerosante
É utilizada uma agulha descartável, montada em cânula de teflon, com a qual se punciona o território do vaso sangrante e através da qual se injeta uma solução de álcool para provocar edema local e conseqüente compressão do vaso sanguíneo.
Pode-se usar a adrenalina que injetada, localmente, promove a parada do sangramento ao provocar significativa vasoconstrição.
Hemostasia mecânica de reto (hemoclip)
É o método mais eficaz e definitivo utilizado nas hemorragias de qualquer etiologia.
Aplica-se um pequeno clip metálico estrangulando e obliterando, completamente, o vaso sanguíneo causador da hemorragia.
O clip permanece aderido e é envolvido pelo tecido cicatricial.
O material do clip é inerte em relação ao organismo.
Hemostasia térmica por endoscopia (cauterização de lesões com argônio)
Tratamento de lesões através de cauterização com gás argônio.
Magnificação de imagem 100x, 150x e 200x
É a observação endoscópica da estrutura fina da mucosa do aparelho digestivo.
A magnificação de imagem com aumento de 100, 150 e 200 vezes associada ao uso de corantes, torna o exame mais detalhado, já que as imagens produzidas são similares ao diagnóstico histopatológico.
Mucosectomia de reto (retirada de lesões planas)
A mucosectomia é uma técnica que possibilita, através da videoendoscopia, a retirada de lesões pré-malignas ou carcinoma superficial do tubo digestivo, que no passado somente poderiam ser tratadas cirurgicamente.
A técnica utilizada para a realização deste procedimento consiste na injeção de soluções líquidas ou coloidais na submucosa adjacente à lesão, o que determina maior protrusão da mesma, facilitando a ressecção endoscópica.
Polipectomia de reto
Neste ato cirúrgico-endoscópico é utilizada uma alça metálica, diatérmica, para envolver a lesão.
A alça é fechada, gradualmente, provocando estrangulamento da lesão.
A passagem de uma carga elétrica aquece o fio da alça causando efeito cortante e cauterizante, simultaneamente. |